RAPHAEL FRANCO, POR ANDRÉ LEAL

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A desconstrução dos elementos que compõem a cidade que o
artista realiza aparece de maneira bastante literal em grande parte de sua produção.
Seu interesse por espaços abandonados ou rejeitados da cidade o levou a um extenso
processo de registro das transformações do espaço urbano que se desdobraram em
montagens fotográficas de locais que lhe chamam a atenção. É interessante observar
também que sua mudança para a cidade de Londres provocou seu olhar ainda mais
em relação a tais transformações, não apenas pelo fato de a cidade se apresentar como
novidade em um primeiro momento, mas principalmente pelo ritmo das transformações
pelas quais o ambiente que o abriga passa. Assim suas ocupações de caçambas e

edifícios abandonados encontra eco nas grandes obras que ele registra e acompanha
em sua produção. Da mesma forma, esses elementos estão presentes no seu interesse
em relação à natureza (biológica) que pode ser encontrada na cidade, mas que fora
de seus parques e praças só pode aparecer realmente em espaços esquecidos pela
lógica da circulação do capital nas grandes cidades. Ao mesmo tempo em que sua
obra reconfigura nossa apreensão do espaço urbano, ela busca também se aproximar
de sua concretude e materializar as formas de sua produção. Essa é a ligação que
podemos encontrar entre suas plantas colocadas ou catalogadas em terrenos baldios e
as “cirurgias urbanas” que percorrem grande parte de seus registros da cidade.

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